Por: GERALDO LUCIO DE FARIA (Universidade federal de ouro preto), Paulo Sérgio Moreira (Universidade Federal de Ouro Preto), TAMIRES CRISTIANE VALADARES SILVA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO), Rodrigo Rangel Porcaro (UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO)
Resumo:
Diversos trabalhos disponíveis na literatura técnica destacam as características microestruturais da perlita como importantes parâmetros que exercem influência sobre o comportamento mecânico de aços, em especial os eutetóides. Inúmeros autores mostram que pequenas variações no espaçamento interlamelar e no tamanho médio das colônias de perlita promovem significativas alterações nas propriedades mecânicas de aços eutetóides. Assim sendo, a caracterização quantitativa desses parâmetros, visando estabelecer, ou prever relações microestrutura-propriedades vem ganhando cada vez mais importância, principalmente para pesquisadores, ou fabricantes que desenvolvem esses materiais. Entretanto, as técnicas atualmente disponíveis para revelação, ou identificação de colônias de perlita são complexas, trabalhosas e muitas vezes exigem a utilização de recursos de elevado custo, o que dificulta os procedimentos de caracterização. Nesse contexto, o presente trabalho apresenta resultados do desenvolvimento de um método de contraste por oxidação que permite a revelação das colônias de perlita para observação direta por microscopia óptica. O método desenvolvido foi aplicado em três aços eutetóides distintos e os resultados obtidos foram comparados com os tamanhos médios de colônias determinados por meio da utilização de um método usualmente empregado na literatura. Concluiu-se que o método proposto é eficaz e, uma vez padronizado entre os usuários, pode ser utilizado como referência representativa para determinação do tamanho médio de colônias de perlita.