Por: Juliana Peixoto Rufino Gazem de Carvalho (UENF), Amanda Mendes Ribeiro (UENF), Rômulo Leite Loyola (UENF), Juliana Soares de Faria (UENF), Felipe Perissé Duarte Lopes (UENF), Noan Tonini Simonassi (UENF), Carlos Maurício Fontes Vieira (uenf)
Resumo:
Madeira é uma matéria prima natural resistente e versátil o que justifica seu uso na
indústria civil em aplicações que variam entre estruturas e acabamento estético.
Dentro a ótica de ciências dos materiais, madeira pode ser entendida como um
compósito de matrizes poliméricas naturais reforçados por fibras naturais
lignocelulósicas. Um tipo de madeira bem utilizado atualmente é o derivado de
eucalipto. Devido a adaptabilidade da arvore, juntamente com o relativo curto
período de crescimento, fazem com que esta variedade seja uma das mais
cultivadas do Brasil. Mesmo com técnicas modernas de processamento, entre 60 e
70% da árvore é aproveitada como madeira o que gera uma quantidade grande de
resíduo que é, normalmente, utilizado como material energético. Dessa maneira, o
objetivo deste trabalho é o de estudar a possibilidade de uso de resíduo de corte da
indústria madeireira como reforço em compósitos de matriz polimérica. O polímero
em questão se trata de uma resina poliuretana vegetal derivada de óleo de mamona
e, o resíduo estudado são lascas de madeira retiradas de 3 etapas distintas do
processamento de eucalipto. Como método de caracterização compósitos
reforçados entre 10 e 40% em fração volumétrica dos três resíduos (RE1, RE2 e
RE3) foram confeccionados individualmente e submetidos a ensaios de tração. Os
resultados mostram que, em baixas frações volumétricas os resíduos provocam uma
queda de desempenho em relação à resina pura. A perda de desempenho é
associada à aparição de bolhas na matriz e, conforme a fração volumétrica aumenta
o resíduo tende a atuar como reforço e a resistência a tração apresenta aumento de
até 40% em relação à resina pura.